“Sofri com síndrome do pânico e depressão quando fui morar nos Estados Unidos”

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(Foto: reprodução internet)

Me chamo Danielle e sofri com a síndrome do pânico e a depressão quando fui morar nos Estados Unidos. O que era pra ser uma experiência fantástica, foi o começo da minha doença.

Quando criança, eu era a mais engraçada, a mais feliz, desenvolta, desinibida, sem medos, sem nenhuma paranoia. Comecei a perceber que, porque não falava tão bem o inglês, me sentia angustiada. Fazia curso de inglês o dia inteiro, não tinha empregada e fazia tudo para meus dois filhos e marido, uma responsabilidade que nunca tinha tido. Isso não estava me deixando ser aquela menina do passado.

Os sintomas chegaram, medo de terrorismo, medo de bater o carro e ser presa, medo de não estar dando conta, meu marido sofrendo perseguição no trabalho, ou seja, estava adoecendo.

Comecei a chorar sem motivo, tive perda de apetite, fiquei impaciente, afogava a tristeza comprando e depois me arrependia, até que eu pifei de vez. Fui embora pro Brasil para me tratar e lá fiquei por um mês. Melhorei com medicação, religião e muita pesquisa.

Retornando para o Brasil após dois anos fora, fui para Brasília. Busquei médicos, grupos de ajuda, mas não tive muito sucesso. Depois de um ano, fomos morar no Rio.

Assim que cheguei no Rio, busquei na internet um grupo de ajuda e achei o Sem Transtorno. Entrei em contato e fui no encontro. Foi um alívio falar sobre o que tinha acontecido comigo e ouvir as outras pessoas também. Me encontrei!

Já estava muito melhor e começando a ensaiar o desmame dos remédios e se não fosse o grupo isso não teria acontecido. Fui nas reuniões e participei do grupo no Whatsapp. Hoje, livre de remédios, estou prestes a ganhar minha terceira filha neste mês de maio e sinto que sou uma vencedora.

Agradeço tudo isso à medicina e ao grupo Sem Transtorno, que me acolheu e me mostrou que tem controle, tem cura, basta buscarmos ajuda.

Obrigada ao grupo e especialmente à Karen e Rosanna.

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