Obesidade: fatores psicológicos que levam a engordar

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O alimento como recompensa

Por Alberto Fiaschitello, para site Psicologias do Brasil

É comum encontrarmos em alguns tipos de alimentos, como doces, massas e guloseimas variadas, a “satisfação-recompensa” depois de termos feito esforços no trabalho, nas atividades domésticas, ou nos estudos, com a sensação de “Eu mereço isso!”

É claro que a satisfação, o prazer e o bem-estar, assim como o descanso e o lazer, fazem parte da vida humana, e comer, descansar e ter momentos de paz e satisfação com amigos e familiares são pequenas jóias que tornam a vida mais feliz.

Mas, há um conceito ligado à recompensa alimentar que é utilizado, muitas vezes, de forma pouco construtiva e inteligente, tornando, pelo contrário, certas pessoas dependentes do alimento como se este fosse a fonte final de prazer e recompensa na vida.

É bastante comum vermos mães que prometem delícias doces aos filhos, caso estes comam toda a comida que está no prato, ou guloseimas, caso cumpram corretamente suas tarefas domésticas ou escolares.

Em outros casos, pais trazem caixas de doces ou de chocolates aos filhos, como reconhecimento pelo comportamento polido e os elogios recebidos na escola, ou como forma de compensar a sua ausência, devido ao excesso de trabalho e compromissos sociais.

Todos esses comportamentos condicionam a candy-shop-1323311criança a vincular os resultados positivos de suas ações aos alimentos, especialmente aos hipercalóricos e saborosos, como é o caso dos doces.

Com o tempo, como os sabores acentuados são viciantes (e mais especialmente o açúcar concentrado, presente em muitos doces), a criança vai substituindo as faltas afetivas (ausência do pai ou da mãe ou de ambos) e o justo prêmio pelos seus esforços pela sensação intensa do paladar e em especial dos doces.

Podemos ver aqui a imagem da adolescente, que mesmo entediada, vai à geladeira inúmeras vezes em busca de guloseimas, e que passa a “beliscar” o tempo todo. Ao longo do tempo, teremos uma adolescente obesa, insatisfeita emocionalmente e literalmente viciada em comer.

Uma pessoa com esse perfil precisa recuperar o sentido real de satisfação e também o de recompensa.

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