“Apesar de conviver com outros colegas no hospital, nunca quis expor para eles esse meu mal”…

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A mensagem desta semana veio de Minas Gerais. É curioso como percebemos o estigma, a dificuldade de se falar sobre o assunto mesmo entre pessoas esclarecidas. Mais do que isso, entre profissionais da saúde.
Com certeza, temos muito a fazer!
Saúde, coragem e paz.
Karen,

“Boa noite! Meu nome é Andreia, sou enfermeira, e há aproximadamente sete anos fui diagnosticada com Síndrome do Pânico. Descobri quando cursava o pré-vestibular, dentro de uma sala lotada de estudantes. Tive que interromper meus estudos e o meu sonho da graduação.

Achei seu blog, Karen, digitando a palavra “claustrofobia” no Google, e resolvi te escrever. Bom, pode até parecer estranho, uma vez que sou enfermeira, mas gostaria que você me tirasse algumas dúvidas sobre essa síndrome. Há anos busco pessoas que possam compartilhar comigo um pouquinho de suas experiências com esse mal.

Daqui a duas semanas irei me mudar para outro estado e terei que ir de avião, e isso tem me deixado um pouco apreensiva, já que será a primeira vez.
Sempre que viajo de ônibus comum me sinto um pouco mal, mas nada que não possa controlar, visto que, mesmo sendo o ônibus um ambiente fechado, posso pará-lo! Com o avião já é diferente!! rss
Sei que você entende isso muito bem!

Tive algumas sessões com a minha psicóloga, mas ainda assim dá um certo pavor! Nunca tive acompanhamento psiquiátrico. Gostaria que você me ajudasse com algumas dicas para que possa passar por esse período de voo um pouco mais tranquila!
Pensei em fazer uso de alguma medicação. Quais os métodos ideais que, pela sua experiência, dariam certo?
Apesar de conviver com outros colegas no hospital, nunca quis expor para eles esse meu mal, até porque as opiniões são diversas.
Ficaria feliz se pudesse me ajudar, Karen!

E quero aqui parabenizá-la pela brilhante iniciativa de criar esse blog interativo, que, com certeza, ajudará muitas pessoas como eu.
Abraços!”

Andreia, Minas Gerais.
Imagem retirada da internet.

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