Fobias específicas

Existe uma grande diferença entre as pessoas que possuem um medo “normal” de um determinado objeto ou circunstância e aquelas que apresentam fobias ou medos patológicos.

O medo de forma equilibrada é uma condição natural e necessária para todos nós; porém, para os portadores de fobia específica, ele é desproporcional, absurdo, inadequado e incompreensível.

Fobia específica: medo exacerbado persistente de objetos ou situações nitidamente discerníveis e circunscritas. A exposição ao objeto ou situação temida (chamado também de estímulo fóbico) desencadeia uma resposta de ansiedade que pode chegar à intensidade de um ataque de pânico.

O diagnóstico somente poderá ser considerado válido quando a esquiva, a fuga, o medo ou a antecipação ansiosa (ansiedade antecipatória) do encontro com esses objetos ou situações for responsável por uma interferência significativa no cotidiano da pessoa, prejudicando seu desempenho social e/ou individual ou, ainda, causar sofrimento em demasia.

As fobias específicas apresentam alguns subtipos:

  • De animais: o medo é causado por animais, incluindo os insetos.
  • De ambientes naturais: o medo é causado por circunstâncias da natureza, como tempestades, altura, enchentes, quedas-d’água etc.
  • De sangue – injeção – ferimento: o medo é causado pela visão de sangue, ferimentos, receber injeções, submeter-se a cirurgias etc.
  • De determinadas
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    Medo de dirigir: uma fobia específica

    situações (situacionais): o medo é causado por túneis pontes, aviões,elevadores, direção, lugares fechados, travessias de barco etc.

  • De diversos fatos: o medo é causado por medo de doenças, de engasgar, de vomitar ou, ainda, de situações que possam levar à asfixia (ou falta de respiração).

As fobias específicas são bastante comuns e acometem cerca de 11% da população geral, principalmente mulheres.

Durante muitos anos, e até recentemente, as fobias específicas eram associadas à existência de um trauma na vida da pessoa, e, a partir da sua ocorrência, passava a explicar todo o problema. Mas hoje se sabe, e é possível observar no atendimento desses pacientes, que a maioria dos fóbicos não apresenta nenhuma história de trauma que justifique seus sintomas.

(Fonte: livro Mentes Ansiosas, de Ana Beatriz Barbosa Silva)