Dez coisas que talvez você não saiba sobre a ansiedade

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(Fonte: site brasil247.com; imagens retiradas da internet)

A ansiedade modifica a percepção do espaço e dos odores, mas um pouco de exercício físico ajuda a mantê-la sob controle.
Aqui estão algumas curiosidades científicas sobre uma patologia cada vez mais comum.

1. Números: Calcula-se que entre 16 e 17% das pessoas tiveram uma manifestação de ansiedade pelo menos uma vez na vida. E 5% da população mundial sofreria de ansiedade patológica. As mulheres mais que os homens.

2. As mil caras da ansiedade: Existem diversos tipos de distúrbios que atendem pelo nome de ansiedade. Alguns são caracterizados pelo medo de objetos ou de animais, alguns pelo temor de se encontrar em determinadas situações sociais, enquanto outros se baseiam no medo de sofrer específicos sintomas físicos. Outros distúrbios de ansiedade podem envolver obsessões ou comportamentos repetitivos*, ou pensamentos preocupantes.
(* Lembrando que o TOC deixou de ser classificado como um transtorno de ansiedade.)

3. Necessidade de espaço: Todos tendemos a delimitar o espaço ao redor de nós, criando uma fronteira invisível que ninguém deve ultrapassar. Em condições normais o alarme dispara se alguém se aproxima a menos de 20/40 centímetros do nosso rosto sem “permissão” para fazê-lo. Mas os pesquisadores italianos Chiara Sambo e Gian Domenico Iannetti descobriram que as pessoas ansiosas necessitam de mais espaço (o seu estudo foi recentemente publicado no Journal of Neuroscience).

tontura4. Vertigens: Quem sofre de formas graves de ansiedade, com frequência tem problemas de equilíbrio. Às vezes sente vertigens sem ter motivo e tem dificuldade para manter-se em equilíbrio quando está parado. Não à toa um estudo da Tel Aviv University de 2009 demonstrou que ao se curar os problemas de equilíbrio de crianças ansiosas, atenuavam-se também os sintomas da ansiedade.

5. Estratégias úteis: Segundo uma pesquisa publicada pela revista Emotion, um dos melhores modos para se reduzir a ansiedade é interpretar as situações de modo diverso, utilizando um mecanismo conhecido como “reavaliação cognitiva”. O exemplo clássico é o do exame: para não se deixar invadir pela ansiedade, é melhor considera-la um “jogo” e passar a considerar a situação como algo “divertido”.

6. Uma má conselheira: Uma equipe de pesquisadores chefiada pelo professor Chris Fraley, compreendeu no ano 2006 que as pessoas muito ansiosas tendem a tirar conclusões apressadas, a partir do julgamento das expressões faciais dos seus interlocutores. Segundo Fraley, “essa alta sensibilidade perceptiva é um dos motivos pelos quais as pessoas muito ansiosas experimentam relações mais conflituosas: elas tendem a deduzir erroneamente os estados emotivos e as intenções dos outros”.

7. Meditar faz bem: O último estudo importantemeditation-1478406 que confirma esse axioma é de 2013 (Neural correlates of mindfulness meditation-related anxiety relief, de Fadel Zeidan), mas existem vários outros. A ansiedade é inversamente proporcional à atividade cerebral associada com a regulação cognitiva. Quinze voluntários sem experiência prévia de meditação, participaram de quatro sessões de meditação mindfulness de vinte minutos cada uma. Em média, eles reduziram a ansiedade em 39% (as medições foram efetuadas com equipamentos de ressonância magnética cerebral).

8. Mamãe ansiosa, papai nervoso: Sabe-se que os níveis elevados de ansiedade são hereditários, mas boa parte das razões pelas quais as pessoas são ansiosas dependem do comportamento dos genitores. As crianças – segundo psiquiatras da Universidade John Hopkins, de Baltimore, EUA – têm maiores probabilidades de se tornarem ansiosas quando os pais as criticam diretamente, mostrando-se em dúvida e emotivamente frios no seu confronto.

bycicle-tour-14543609. Os exercícios físicos reduzem a ansiedade: Bastam 30 minutos diários de exercícios aeróbicos de intensidade moderada (por exemplo um passeio de bicicleta) para nos sentirmos imediatamente mais tranquilos. Isso foi amplamente demonstrado por uma recente pesquisa levada a cabo na Universidade de Maryland, EUA. Mas praticar regularmente exercícios físicos pode ter um efeito ainda mais duradouro, contribuindo para a redução da ansiedade diante de situações estressantes.

10. Maus odores: Uma outra curiosa descoberta recente, é a de quelegamba à medida que a ansiedade aumenta, aumenta também a nossa capacidade de reconhecer maus odores. Os psicólogos Elisabeth Krusemark e Wen Li descobriram isso após desenvolver um estudo com 14 voluntários. Isso poderia ser um bem, já que a ansiedade nos ajudaria a reconhecer a tempo alguns perigos, como uma torneira de gás aberta. Mas, ao mesmo tempo, e segundo o mesmo estudo, as pessoas ansiosas têm também a tendência a classificar como maus os odores que são apenas neutros.

 

1 COMENTÁRIO

  1. Nunca encontrei uma matéria sobre ansiedade que falasse tanto de mim como essa. Tenho ansiedade generalizada causada principalmente por estresse diário, preocupações demasiadas onde na verdade são coisas de fácil solução e reconheço que isso tudo faz muito mal, difícil é se esforçar para reverter o quadro mas, o importante é nunca desistir. Ótimo blog, parabéns mesmo! Grandes abraços e beijos.
    Att Nicolas.

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